Toxoplasmose: nossos gatos são riscos excessivos para a mulher grávida?

Toxoplasmose: nossos gatos são riscos excessivos para a mulher grávida?
Paulo Henrique da Silva Paulo Henrique da Silva
13/09/2017 11:33:16 hs

 

A toxoplasmose é uma doença que pode levar ao aborto e a graves sequelas nos fetos das mulheres grávidas, e o gato tem um papel essencial nesta doença, pois os felídeos são os hospedeiros definitivos do protozoário.

 

 

Existem muitas maneiras de a mulher grávida adquirir a toxoplasmose, como o consumo de carne crua ou malcozida, cujos estudos indicam contribuir em até 63% dos casos; nos procedimentos de jardinagem, que contribuem com até 17%; e na ingestão de frutas, verduras e legumes malcozidos.

 

 

O contato direto com os gatos não aumenta este risco.  Um estudo apontou que cerca de 45% das mulheres gestantes em Curitiba são soropositivas para o toxoplasma, todavia outro estudo mostrou que a prevalência do toxoplasma em gatos, incluindo gatos errantes, é em torno de 17%.

 

 

Mas se a prevalência de gatos contaminados é relativamente mais baixa, por que temos tantas grávidas positivas? Na verdade, embora o gato elimine as formas infectantes por apenas 15 dias durante uma única vez em sua vida, estes oocistos liberados no ambiente podem permanecer no solo por meses ou até anos, podendo contaminar as mais variadas espécies animais.

 

 

Com isso fica fácil entender que o provável gato transmissor da toxoplasmose a estas mulheres não é o gato delas, mas um gato que deve morar em granjas e plantações de hortaliças – o qual pode contaminar indiretamente alimentos como carne, legumes, frutas, verduras ou leite.

 

 

Vários estudos mostram que a possibilidade de transmissão da toxoplasmose pelo simples ato de acariciar um gato é considerada mínima ou inexistente. Não se previne toxoplasmose eliminando o gato do ambiente, mas com cuidados higiênicos adequados na ingestão dos alimentos e com bons hábitos de higiene pessoal.

 

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