Advocacia corporativa

Advocacia corporativa
Javert Ribeiro da Fonseca Neto Javert Ribeiro da Fonseca Neto
22/06/2016 10:09:18 hs

A advocacia de hoje em dia é diferente daquela de tempos atrás. À vista da evolução dos sistemas de informação, destacando-se aí as redes sociais via internet, nossa sociedade contemporânea atravessou uma nítida transformação em seus costumes. Não indiferente a isso, a advocacia, pontualmente a advocacia empresarial, impôs um ritmo mais profissional e técnico para o exercício da profissão, exigindo competência aos serviços de consultoria administrativa e financeira, além de tentar evitar a judicialização dos conflitos (posto que o nosso Judiciário está afogado num mar de demandas e bem por isso demasiadamente moroso – o que por si só já gera prejuízo). Busca-se uma visão mais corporativa e inteligente de negócios, com pano de fundo a segurança e ética nos negócios.

 

Reflexo que esta transformação trouxe para a relação advogado/cliente

 

Percebo que diante desta modernidade, o empresariado passou a contar com dedicação de seus jurídicos, sem deixar de lado a busca por profissionais realmente especializados nas respectivas áreas, com ideias estratégicas, pontuando numa atuação não só preventiva como proativa.

 

Atualmente, é imprescindível que o advogado atue, sobretudo, na seara extrajudicial no seu dia a dia, comunicando-se com seu cliente na expectativa de criar e reforçar este vínculo de parceria, buscando incessantemente soluções práticas, saudáveis e rentáveis aos interesses de ambos.

 

É por isso que se pode dizer, sem dúvida, que este estreitamento de relação entre advogado e cliente se constrói por meio da atuação pautada na parceria, criando uma estratégia preventiva e transparente, arrimada sobremaneira na ética recíproca.

 

A integração entre empresa e seu jurídico se pontua na objetividade. Vale dizer, buscar soluções integradas de tal forma que se visualize o impacto de determinadas atitudes sob a ótica do ordenamento jurídico vigente e seus reflexos no mercado em que seu cliente está inserido. Não dá para fazer uma colcha de retalhos, em que se cobre a cabeça, mas se descobrem os pés. Tem de conhecer o problema como um todo e seus reflexos, afinal quem conhece só parte do problema certamente não sabe o problema que tem! Por isso é importante que o advogado atue integradamente com o espírito empresarial de seu cliente, conheça sua estrutura e entenda sua visão de mercado.

 

Noutros termos, o aprimoramento da relação advogado/cliente é um objetivo presente e reflete diretamente no exitum das atividades não só preventivas como proativas. Isso para ambos.

 

E para construir este estreitamento entre cliente e advogado, reforçando o vínculo de confiança e efetividade, é indispensável que o advogado busque qualificação e aprimoramento, aumentando seu campo de visão em/no negócio, participando preventivamente da construção de decisões de seu cliente, o que certamente refletirá em economia de tempo e dinheiro, que é o âmago da questão.

 

Em síntese, o Departamento Jurídico não está inserido no quadro estrutural de uma empresa apenas para resolver problemas, mas sim para evitá-los e, sobretudo, para buscar resultados positivos.

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