Quanto vale sua empresa?

Quanto vale sua empresa?
Fátima Fernandes Fátima Fernandes
28/09/2015 12:59:09 hs

Por que fazer uma avaliação da minha empresa?

O megainvestidor Warren Buffet disse: “Regra número 1 nos investimentos: nunca perca dinheiro. Regra número 2: nunca esqueça a regra número 1”.

Essa parece uma premissa básica e óbvia, mas frequentemente é esquecida por alguns investidores e empresários. É claro que nenhum de nós está na posição de jogar dinheiro fora literalmente, mas você não concorda que isso acontece quando você compra algo por um valor mais alto do que ele realmente vale?

Na compra de um carro, analisamos vários aspectos: interior, quilometragem, se há multas pendentes, entre outras questões do histórico do veículo. Além disso, pesquisamos o seu valor de mercado na tabela FIPE e analisamos o preço em outras revendas. O mesmo acontece na compra de uma casa: analisamos aspectos internos e externos (de mercado) do ativo.

Mas em uma empresa? O que você analisa antes de comprar ou abrir um novo negócio? Ou caso esteja vendendo, o que o levou a colocar determinado preço de venda?

Realidade brasileira

Essa é frequentemente a realidade para pequenas e médias empresas no país, em que os atuais sócios não conseguem definir de maneira técnica o valor da sua firma. O resultado disso em uma negociação normalmente é prejudicial para uma das partes.

Apenas os sócios sabem os esforços que foram feitos para a empresa chegar ao estágio em que se encontra, e vendê-la por um valor que não é justo pode ser prejudicial.

O objetivo final de um processo de avaliação de empresa (em inglês, valuation) é fazer com que o preço de venda reflita todos os aspectos internos e externos da companhia. Para isso, avaliamos a empresa com base nos riscos associados a ela e na possibilidade de esse negócio gerar lucros futuros.

Como funciona?

A metodologia que engloba todos esses pontos para chegar a um valor justo pela empresa e é aceita internacionalmente é a do Fluxo de Caixa Descontado (em inglês, Discounted Cash Flow – DCF).

Para utilizar essa metodologia, é preciso que o analista entenda muito bem a empresa e a dinâmica do setor, para assim projetar o futuro do estabelecimento. Essa projeção leva em consideração as vendas futuras, os investimentos que serão necessários, o comportamento de todos os custos e despesas no futuro e outros aspectos que variam dependendo do setor.

Com isso, a metodologia apresenta, no fim do estudo, um “raio X” completo da situação da empresa no momento e uma perspectiva de como ela poderá comportar-se no futuro, trazendo para a pessoa que solicitou a avaliação todas as informações necessárias para tomar uma decisão inteligente de investimento.

Contato

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