A vitamina D

A vitamina D
Antoninho Ricardo Sabbi Antoninho Ricardo Sabbi
17/06/2016 11:10:30 hs

A vitamina D é um hormônio. Tem ação importante na manutenção do tecido ósseo. Ela regula a concentração nele do cálcio e do fósforo. Mas não é sua única função. Ela atua em mais de 30 tecidos diferentes do corpo e tem funções importantes, como o controle da multiplicação celular e da formação de novos vasos sanguíneos nos tecidos em crescimento, a influência na produção da insulina e o controle da imunidade.

 

Sua deficiência leva à osteoporose, ao raquitismo, ao diabetes, à obesidade, à depressão, a doenças neurológicas crônicas, a doenças crônicas e autoimunes, e a infecções em geral.

 

Tem a ver com o aparecimento de 17 tipos de câncer, entre eles o de mama, o de próstata e o melanoma. Nas gestantes favorece o aborto, a pré-eclampsia e a depressão pós-parto.

 

Há duas fontes de vitamina D: a exógena e a endógena. A primeira provê a vitamina D por meio de alguns alimentos, como peixes. A segunda é a síntese da vitamina D a partir da pele pela ação da radiação solar, responsável por 90% da vitamina D de que precisamos.

 

São muitas as pessoas que atualmente tomam pouco sol, e são poucos os alimentos ricos em vitamina D. Por isso a deficiência da vitamina é hoje muito frequente. Estudos no Canadá e EUA informam que de 20% a 100% dos idosos naqueles países têm alguma deficiência da vitamina D. Estima-se que 80% das pessoas que vivem em ambiente urbano tenham carência desse hormônio.

 

Mas as pessoas que tomam pouco sol, especialmente idosos, gestantes, mães que amamentam e crianças, correm ainda maior risco de deficiência desse hormônio vital. Estes grupos de risco   tendem a perder mais massa óssea. A consequência pode ser a osteopenia e a osteoporose.

 

Nos idosos essas doenças aumentam o risco de fraturas ósseas por ocasião de quedas ou traumas. Por isso, a terceira idade necessita de suplementação da vitamina D, em função da maior demanda de cálcio, cuja absorção e fixação dependem desse hormônio tão essencial ao organismo humano. Considere-se que na terceira idade também é maior a incidência de câncer e outras doenças relacionadas com a deficiência da vitamina D.

 

A necessidade diária de vitamina D vai de 800 a 2.000 UI nas pessoas normais, mas é maior na terceira idade, na gestação e na lactação e nas crianças.

 

A Fundação Nacional da Osteoporose recomenda a suplementação da vitamina D às pessoas idosas e a todas as mulheres após a menopausa. A suplementação também está recomendada na gestação e na lactação e às crianças.

 

A Sociedade Americana de Endocrinologia recomenda o rastreamento da insuficiência da vitamina D naqueles grupos de risco. O exame usado no rastreamento é a dosagem da 25-hidroxivitamina D.  A deficiência existe quando o resultado é menor que 25. Quando 25-30, indica uma situação de insuficiência. Os níveis de vitamina D são considerados bons e suficientes acima de 30.

 

O exame não é barato e pode sobrecarregar o bolso ou as operadoras de saúde, mas hoje é considerado um exame obrigatório nos grupos de risco ou quando há suspeita clínica de deficiência da vitamina D. A vitamina D, quando suficiente, protege contra diversas doenças.

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